terça-feira, 15 de novembro de 2016

Um dia sem química

Alguém já se perguntou como seria se faltasse algo essencial, pois é imagine se do nada você percebesse que não existe mais quimica, seria uma catastrofe,porque ela é essencial e isso não é conversa fiada de químico nao, pode ter certeza que se a química deixasse de existir o mundo virava um colapso. No vídeo asseguir você poderá ter uma  pequena noção de como seria um dia sem quimica, então perceba sem quimica não existiria vida, pois a vida é composta por atomos.




sábado, 12 de novembro de 2016

Tecnologias transformam o chorume, resíduo tóxico do lixo, em água limpa
Por dia, 130 mil litros de chorume viram água e adubo em aterro do ES. No RJ, empresa economiza R$ 300 mil em dois meses com tratamento.

As tecnologias de proteção e de recuperação do meio ambiente têm conseguido resultados revolucionários no Brasil e no mundo.  O chorume, aquele líquido resultante da decomposição do lixo, já pode ser transformado em água pura.
A maior parte do lixo gerado no Brasil é matéria orgânica, principalmente restos de comida. A decomposição desses resíduos provoca o aparecimento do chorume, o suco do lixo, um líquido escuro, tóxico, que pode contaminar as águas subterrâneas. Na maioria dos aterros do país, não há tratamento adequado para o chorume.
“Não é possível que a gente continue levando o chorume para estações de tratamento de esgoto que não tratam chorume. Diluem apenas”, comenta o engenheiro civil Walter Plácido.
Uma das exceções é o aterro de Cariacica, no Espírito Santo. Lá, uma tecnologia totalmente brasileira transforma 130 mil litros de chorume por dia em água tratada e adubo.
“95% do chorume vira água e os outros 5% são transformados em resíduo, na forma de um lodo sólido, sendo que este resíduo pode ser utilizado em processos de compostagem para que sejam transformados em adubo orgânico”, explica o empresário Poy Ramos Carneiro.
Em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, o tratamento do chorume é ainda mais sofisticado. Sai mais barato tratar o chorume por essa tecnologia alemã do que levar o material para tratamento em uma estação de esgoto.  
O chorume recolhido do aterro é bombeado para uma miniestação de tratamento que cabe em um contêiner. Equipamentos de última geração filtram o chorume. Micro membranas só deixam passar as moléculas de água. O resultado do processo é impressionante. É água pura, destilada. O que era problema virou solução. Uma economia de R$ 300 mil em apenas dois meses.
“Eu acho que é um primeiro passo para que o país evolua no tratamento do chorume para todos os aterros”, diz Milton Pilão Junior, executivo da empresa de tratamento de resíduos.
O desafio agora é descobrir o que fazer com 80 mil litros de água destilada por dia.
“Os usos mais nobres desta água deveriam ser usos industriais. Indústrias que têm necessidade de água com alto padrão de desmineralização, alto padrão de destilação”, aponta o engenheiro Walter Plácido.
Por enquanto, a água destilada está sendo usada para baixar a poeira dentro do próprio aterro. Um banho de luxo, até que novos negócios transformem essa água em uma fonte de receita para quem cuida do lixo.
( fonte G1.globo.com)

Nanotecnologia na produção de metais

Técnica brasileira permite a extração de metais com custo baixo e menores impactos ambientais.

Metais desempenham um papel essencial na tecnologia: carros, celulares, prédios e materiais cirúrgicos, entre outros produtos, são feitos de metais. Porém, paralelamente a um aumento na demanda por materiais metálicos, observa-se um esgotamento das fontes de minérios ricos em metais, como a Cassiterita (minério de estanho) e a Calcopirita (minério de cobre), além de uma preocupação crescente com o impacto da produção de metais sobre o meio ambiente. Nesse contexto, surgem a hidrometalurgia e, posteriormente, a nanohidrometalurgia magnética.
Nas duas últimas décadas, a produção mundial de metais estratégicos (Por exemplo, cobre, estanho, ouro e níquel) vem passando por modificações importantes em seus processos. A mais importante delas é a substituição de processos pirometalúrgicos – em que a matéria-prima é trabalhada em um forno de altíssima temperatura – por outros, menos poluentes. Entre as novas tecnologias de produção de metais destaca-se a hidrometalurgia, um processo no qual o minério contendo o metal desejado é dissolvido em ácido. Assim, o metal de interesse é sequestrado com uso de uma molécula específica e separado da solução por meio da extração com solventes orgânicos para, ao final, ser liberado quimicamente e recuperado com a ajuda da aplicação de uma corrente elétrica.
    Atualmente, mais de 20% da produção mundial de cobre é feita desta maneira. Porém, a hidrometalurgia tem suas limitações. A principal delas é que os solventes orgânicos e agentes sequestrantes causam danos ao meio ambiente. Além disso, o processo de extração dos metais é complexo e exige diversas etapas.
Um processo desenvolvido por cientistas brasileiros em 2012, e que se encontra em processo de aprimoramento e automatização, denominado nanohidrometalurgia magnética (NHM), visa aprimorar a hidrometalurgia e resolver essas duas limitações. Sua chave são nanopartículas de magnetita, minúsculos ímãs cuja superfície pode ser preparada para capturar metais em meio aquoso. Assim, basta colocar uma amostra dessas nanopartículas em uma solução contendo o metal de interesse, agitar e usar um ímã para direcionar as nanopartículas para a superfície de um eletrodo, onde o metal será produzido mediante passagem de corrente elétrica.
Após o uso, as mesmas nanopartículas magnéticas podem ser reutilizadas para capturar mais metal em um número indefinido de ciclos, o que torna o processo mais econômico.
Além de servir à produção de ligas metálicas, a técnica NHM pode ser empregada na recuperação de prata de radiografia e de cobre de placas velhas de computadores, entre outras utilidades. A técnica ainda não é aplicada em indústrias mineradoras, embora esteja patenteada e aprimorada em laboratório. Para que isso possa acontecer em um futuro próximo, estudos para viabilizar o uso da técnica em maiores escalas estão em curso.
Para mais informações, confira um vídeo produzido pela Fapesp com a demonstração da técnica. 

(fonte;http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/2265/n/nanotecnologia_na_producao_de_metais)

Nova função para um antigo aliado

Pesquisas investigam o potencial do ácido ascórbico, ou vitamina C, no combate à depressão.


Enquanto a indústria farmacêutica aposta suas fichas no desenvolvimento de medicamentos cada vez mais sofisticados (e caros) para o combate à depressão, pesquisas brasileiras indicam que um velho conhecido pode ser bastante útil contra a doença. Especialistas do Departamento de Bioquímica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) avaliam o uso de ácido ascórbico – a famosa vitamina C – no tratamento da depressão associada a processos inflamatórios, presente em parte dos pacientes.
“Para cada doença de cunho inflamatório, como diabetes, asma e obesidade, existe uma porcentagem de aumento de chances de desenvolver depressão. No caso de processos inflamatórios crônicos, essas chances aumentam”, explica a bioquímica Ana Lúcia Rodrigues, que apresentou os resultados obtidos por seu grupo de pesquisas no 31º encontro da Federação Brasileira de Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), realizado de 29 de agosto a 1 de setembro em Foz do Iguaçu (PR). “Temos um conjunto de evidências que dão uma boa indicação de que o ácido ascórbico pode ser efetivo nestes casos”, acredita a pesquisadora, coautora de um artigo sobre o temapublicado em julho deste ano no periódico Pharmacological Reports.
Com trabalhos sobre os processos moleculares envolvidos na depressão publicados regularmente nos últimos anos, o grupo da UFSC trabalha com a substância aplicada em ratos, que são tratados para desenvolver um comportamento semelhante ao de indivíduos deprimidos. A lógica por trás da escolha do ácido ascórbico está relacionada a uma série de mecanismos moleculares que, acredita-se, podem entrar em ação no desenvolvimento da depressão. “Existem vários marcadores inflamatórios ativados no cérebro de uma pessoa com depressão”, diz Rodrigues. “Nosso grupo trabalha para diminuir a neuroinflamação e compreender os moduladores do neurotransmissor glutamato, que têm sido alvo de investigação para fármacos com efeito antidepressivo”, completa.

Hipótese promissora

A relação entre a inflamação no cérebro e a depressão ainda não está comprovada pela ciência – por enquanto, não passa de hipótese. Entretanto, trata-se de uma possibilidade bastante frutífera
A relação entre a inflamação no cérebro e a depressão ainda não está comprovada pela ciência – por enquanto, não passa de hipótese, assim como outras conjecturas relacionadas ao transtorno. Entretanto, segundo Rodrigues, trata-se de uma possibilidade bastante frutífera considerando o panorama atual de pesquisas. “É a hipótese mais recente e surgiu a partir de observações clínicas sobre a depressão associada a inflamações periféricas”, diz a pesquisadora. Essas inflamações ativariam citocinas que atingiriam o sistema nervoso central e causariam ativação microglial. As micróglias atuam na defesa do sistema nervoso, e sua ativação estaria relacionada ao aumento de mediadores e citocinas inflamatórias no cérebro, além de outros fatores neuroquímicos associados, como a ativação de neuroreceptores que produzem oxidação.
A explicação é complementar a hipóteses anteriores que investigam a fisiopatologia da depressão. A primeira delas, surgida na década de 1960, está relacionada à redução de monoaminas (como a serotonina e a dopamina) no cérebro. Porém, diante pacientes em que o aumento das monoaminas provocado por medicamentos não trazia melhora efetiva, cientistas começaram a especular a possibilidade de que o sistema nervoso fizesse adaptações a longo prazo para manter a redução. A hipótese inflamatória postula que processos inflamatórios podem estar relacionados a essas transformações. “Já sabemos que existem várias alterações no cérebro de indivíduos com depressão, como redução de monoaminas, aumento do glutamato, estresse oxidativo e neuro inflamação”, diz Rodrigues, que também teve um trabalho sobre novas abordagens para o tratamento de depressão publicado em janeiro no European Journal of Pharmacology.

Efeito combinado

Até agora, os estudos conduzidos pela equipe da pesquisadora mostraram que o ácido ascórbico foi eficaz para reverter uma resposta depressiva do grupo de citocinas conhecido como fator de necrose tumoral-alfa (TNFα), um dos mediadores inflamatórios provavelmente relacionados à depressão – em 2012, o grupo da universidade catarinense publicou artigo mostrando que a administração da substância traz uma resposta depressiva em camundongos –, e para bloquear um dos receptores de glutamato. “O receptor é o mesmo bloqueado pela quetamina, que é uma substância ainda em fase de testes, mas que vem mostrando bons resultados, com efeito antidepressivo em poucas horas em pessoas com depressão severa, que não respondem a outros fármacos”, afirma a especialista.
Em testes com o ácido ascórbico associado a três tipos de antidepressivos disponíveis no mercado, a substância se mostrou ainda mais promissora, pois potencializou os efeitos dos fármacos. “Além disso, utilizamos doses mais baixas do que as que são consideradas efetivas destes medicamentos, e o tratamento trouxe resultados”, conta Rodrigues. “Como o ácido ascórbico não tem efeitos colaterais e permite a diminuição na dose dos outros fármacos, podemos reduzir os efeitos adversos do tratamento, que fazem muita gente desistir”, pontua a pesquisadora, que também analisa a ação do ácido ascórbico contra a ansiedade.
(fonte; http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/4877/n/nova_funcao_para_um_antigo_aliado)

domingo, 6 de novembro de 2016

Parabéns a dama da química

7 de Novembro : Marie Curie.

Nesta Data , comemoramos o nascimento da Primeira Dama da Química. Foi a pioneira no Estudo da para nossa incrível  Radioatividade, sendo a única mulher a ser laureada com 2 Prêmios Nobel: Física a 1903
ao lado de Pierre Curie, o seu marido na ocasião e Química em 1911, pelo descobrimento para estes nossos primeiros Elementos designados como Radioativos: Radio e Polônio, com Henri Joliot, seu segundo marido.Morreria em 1934 de Leucemia, provocada pelas Radiações nas quais não se conheciam Efeitos adversos.

A química presente nas atividades do dia-a-dia

De manhã, quase todas as pessoas tomam banho, lavam os cabelos, escovam os dentes, passam desodorante. Mas quase ninguém sabe o que acontece realmente durante essa rotina

Lúcia Helena de Oliveira
Todo dia, você acorda com péssimas notícias. Na sua boca, pode ter certeza, nasceu o embrião de uma cárie. Quanto à pele, não se iluda: milhões de bactérias aproveitaram a noite para um verdadeiro banquete à base de células descascadas, suor, gordura, um ou outro glóbulo sanguíneo e eventuais resíduos de pus, que são encontrados com fartura depois de várias horas sem lavagem. Os produtos dessa comilança irão inevitavelmente fermentar, causando mau cheiro, mais cedo ou mais tarde. Água, pura e simplesmente, não resolverá o problema. Para se garantir um bom dia, é preciso lançar mão dos ácidos graxos — e aqui não se trata dos que estão presentes na gordura do leite e da manteiga no desjejum, mas dos componentes básicos de produtos como o sabonete, o xampu, o condicionador e a pasta de dentes. 
Conforme a combinação dessas substâncias gordurosas com outros ingredientes é que se criam as mais diversas fórmulas de beleza e higiene, responsáveis pelo faturamento de 19 bilhão de dólares, das cerca de 1000 indústrias cosméticas nacionais, no ano passado. Mas apenas os especialistas em Cosmetologia, área das Ciências Farmacêuticas que elabora essas poções perfumadas, sabem como a expectativa de cada um pode se transformar, ou não, em realidade diante do espelho — pele macia, cabelos sedosos, sorriso mais branco, sem contar a sensação de frescor anunciada pelo desodorante. “É chocante mostrar a ciência que existe por trás de um mero banho”, afirma a farmacêutica Maria Elisete Ribeiro, da Universidade de São Paulo, que há vinte anos estuda composições de cosméticos. “Isso porque as pessoas preferem acreditar que o produto pode fazer milagres. E ignoram as reações químicas disparadas na rotina de todas as manhãs.
“Quando você mergulha na banheira ou toma uma ducha, a água só consegue arrastar algumas partículas de sujeira, coladas na superfície do corpo. Pois todo tipo de poeira ou de germe, mal encosta na pele, fica grudado em uma película oleosa. Trata-se da melhor emulsão protetora de que se tem notícia — a mistura do suor com a gordura secretada pelas glândulas sebáceas. O suor, como é ácido, dificulta a sobrevivência dos micro-organismos nocivos que, porventura, ousam se instalar na pele; já o sebo reveste a superfície, cobrindo certas brechas que poderiam servir de entrada para os germes. Ao longo das horas, porém, essa película engrossa, intercalando camadas de óleo e de sujeira. A pele fica cada vez mais pegajosa, e daí só tem um remédio — o sabão.”Ao aquecer a mais de 80 graus Celsius qualquer espécie de gordura com soda cáustica ou outra substância muito alcalina, eu realizo uma saponificação, ou seja, fabrico sabão”, explica o farmacêutico Luiz Antonio Gioielli, da Universidade de São Paulo, que há quinze anos pesquisa os ácidos graxos, o elemento comum às substâncias gordurosas. 
“Nessa reação, formam-se moléculas com dois pólos, um solúvel em água e outro, em gordura.” Em pleno banho, essas moléculas de sabão ficam cravadas em cada minúscula gota de água, deixando para fora a sua metade capaz de se ligar à gordura do corpo. Na realidade, ninguém molha o corpo por inteiro. Uma olhada pelo microscópio mostra que as gotículas de líquido se espalham distantes entre si sobre a pele. Mas tudo bem, porque as moléculas de sabão, alcalinas, atraem feito pequenos ímãs aquele sebo, que é ácido, com pH (índice de acidez) em torno de 4,5. Sequestrada, a sujeira oleosa é conduzida pela água, até escoar pelo ralo. “Quanto mais alcalino é um sabonete, mais gordura ele consegue retirar”, conta Gioielli. Sabonetes, aliás, sempre são alcalinos. Se fosse possível fabricar um sabão realmente neutro, ele não ofereceria vantagens, porque não limparia direito. O Ministério da Saúde pretende dar um prazo para que as indústrias retirem das embalagens esse adjetivo, usado erroneamente como sinônimo de inofensivo.
É verdade que, quanto menos alcalino é o sabonete, menos ele irrita a pele. Essa qualidade dependerá da proporção de gorduras animais e vegetais utilizadas como matérias-primas. “O balanço desses ingredientes também faz um sabonete ser mais duro ou mais macio”, diz a farmacêutica Maria Elisete. Assim, os óleos derivados de animais com sangue quente se dissolvem em temperaturas mais elevadas do que óleos vegetais. Estes, em princípio, precisam ficar solúveis em temperaturas mais baixas para serem consumidos como fonte de energia pelas plantas e, por isso, são usados em sabonetes que derretem com facilidade.Um dos óleos mais aplicados nos chamados sabonetes finos é o de coco. Nove em cada dez estrelas nas prateleiras das perfumarias contêm esse ingrediente, idêntico ao da popular barra de sabão branco, usada para lavar roupa. “O óleo de coco, com seus doze átomos de carbono, assegura muitas bolhinhas de sabão”, explica Maria Elisete. Espuma, contudo, não é sinal de limpeza. “Podem-se ter sabonetes sem um pingo de espuma, cujo efeito é apenas psicológico”, garante a farmacêutica.
À massa de sabão propriamente dita, os fabricantes acrescentam ainda corantes, essências de perfume e uma boa dose de óleo livre, isto é, que não passou pela saponificação. Sua função é besuntar novamente a área da qual acabou de se tirar o sebo. Pois sem a sua gordura natural, a camada externa da pele apareceria tal qual é —um forro de células mortas e esturricadas. Fora o problema da aparência, a pele seca é muito mais suscetível a irritações. É por isso que alguns discutem se não faria mal tomar banho com sabonete mais de uma vez por dia, costume de muitos brasileiros. No entanto, em condições normais, uma a duas horas depois de você ter saído do banho, sua pele já terá recuperado a oleosidade própria.Você molha a cabeça, espalha o xampu, massageia, deixa formar bastante espuma. O farmacêutico Artur Gradim, atual presidente da Associação Brasileira de Cosmetologia, resume o processo: “Lavar bem os cabelos é uma questão de eletricidade”. Frases sintéticas como essa são raras quando Gradim conversa sobre cabelos, seu assunto predileto, depois de ter acumulado mais de 25 anos de experiência em diversas indústrias de cosméticos, dedicando-se com mais afinco à pesquisa de tratamentos capilares. Segundo sua descrição minuciosa, cada um dos 300 000 fios de uma cabeleira é revestido por células transparentes, sobrepostas como as telhas de uma casa. 
Ao escorregar fio abaixo, o sebo secretado pelo couro cabeludo não fica apenas na cutícula, como se chama essa cobertura incolor, mas entra nas frestas entre as células. “Graças a sua carga elétrica, o xampu ergue essas células para a limpeza”, descreve Gradim. Os detergentes contidos em um xampu podem ser idênticos aos de um sabonete (quadro). Este, no entanto, por ser sólido, deixa resíduos presos na cutícula. Tais partículas desviam os raios luminosos, tornando os fios opacos. “Quando a cutícula está fechada, os cabelos brilham mais”, conta o especialista. Quem acabou de lavar a cabeça, porém, está com as células que revestem os fios abertas, como galhos de uma árvore esbarrando uns nos outros. O atrito tem efeito certo: seus cabelos estão embaraçados.Se cabelos opacos e difíceis de pentear são sintoma de cutícula capilar aberta, então a receita de brilho e maciez é simples: basta fechar suas células. Nesse instante, entra em cena o condicionador. 
Além de conter doses de ácidos graxos, para repor a oleosidade perdida com a primeira etapa da lavagem, o condicionador possui carga elétrica oposta à do xampu, ou seja, positiva. Explicada dessa maneira, a fórmula de cabelos bonitos parece simples. Mas não é. Como bem sabem os físicos, cargas opostas se atraem. Portanto, os cosmetólogos devem equilibrar a eletricidade dos componentes do xampu e do condicionador, de modo que o uso combinado dos dois produtos aproxime os fios na medida certa, sem arrasar o volume dos cabelos.”As vezes a intenção é dar volume como nas fórmulas com proteínas” exemplifica o químico Sérgio Bianchini, pesquisador da Universidade de Campinas, no interior de São Paulo. “As proteínas se depositam sobre os fios, tornando-os mais encorpados.” Bianchini, junto com o estudante de Química Luiz Claudio Pavani, vem estudando, há dois anos, a degradação do cabelo, especialmente pelo excesso de sol. 
Esse é um dos temas, pode-se dizer, mais cabeludos da Cosmetologia, como pôde constatar Pavani, no final do ano passado, ao apresentar seu trabalho, com jeito tímido, a uma platéia de químicos de todo o país. Na ocasião, suas declarações foram recebidas com alguns protestos: “Nenhum produto é capaz de restaurar as pontas dos cabelos”, disse o pesquisador no microfone. “Uma vez partido, um fio não tem conserto.” Na ocasião, os fabricantes não gostaram do que ouviram, porque, nesse aspecto, dezenas de produtos prometem o impossível — o fio de cabelo é uma longa linha de células mortas e não há como alterar um tecido morto.
O melhor que um xampu e um condicionador podem fazer por você é proteger os fios, evitando, por exemplo, que se quebrem com a mera escovação. Semanas depois, na Unicamp, o químico Bianchini reconheceu que fabricantes e pesquisadores usam a palavra restaurar com significados diferentes. “Para um bioquímico, restaurar seria recuperar a estrutura original”, diz ele. “Os produtos de beleza podem recuperar a aparência, pois são cheios de truques. Os condicionadores têm polímeros, substâncias que formam uma capa sobre o fio. Esse filme artificial, tapa buracos na cutícula e força a união das pontas, como uma cola. ” O disfarce dura até se lavar a cabeça de novo.”As bactérias da boca são boêmias por excelência. Aproveitam a noitada para devorarem, mais do que nunca, restos de alimentos entre os dentes. Ao mesmo tempo, se reproduzem numa velocidade espantosa: de quinze em quinze minutos, cada bactéria se divide em duas. 
A esbórnia é facilitada pela diminuição de saliva na madrugada — afinal, esse líquido vive expulsando algumas bactérias, goela abaixo. De manhã, portanto, ninguém deveria acordar achando que tudo está em ordem. Pois, na boca, como em todo fim de festa, tem resto de comida e sujeira por tudo quanto é lado. Os fanfarrões, junto com esses restos, se depositam nos dentes e gengivas, criando a famosa placa bacteriana.”Os dentes estão sempre interagindo com o ambiente”, explica o bioquímico Jaime Aparecido Cury, professor da Faculdade de Odontologia de Piracicaba. A placa bacteriana, no caso, deixa a saliva ácida, o que é péssimo para os dentes. Isso ocorre com maior intensidade se alguém ingere açúcar.” A saliva e o esmalte do dente compartilham dois minerais, o cálcio e o fosfato, cuja tendência é passar do lugar mais alcalino para o mais ácido. Desse modo, quando o pH da saliva fica inferior a 5,5, ela começa a roubar cálcio e fosfato dos dentes. Com isso, depois de certo tempo, o equilíbrio ácido-básico volta a reinar. Então, os dentes podem até tomar de volta os dois minerais.No entanto, se logo de manhã, por exemplo, a pessoa toma seu café açucarado e sai de casa sem escovar os dentes, a degradação de substâncias pelas famintas bactérias reinicia. 
No final, os dentes acabam perdendo mais minerais. Quando os dentes mais perdem do que ganham a batalha pelo cálcio e pelo fosfato, a cárie aparece. “Ela é a própria desmineralização do esmalte”, define Cury. Segundo ele, o flúor é a substância ideal para reverter o processo. Durante muito tempo, acreditou-se que o flúor protegeria os dentes ao reagir com substâncias do esmalte para construir uma verdadeira barreira de minerais. Assim, a saliva ácida passa a sequestrar cálcio e fosfato dessa barreira, em vez de retirá-los do próprio dente. Além disso, hoje se sabe que o flúor deixa a saliva supersaturada de cálcio e de fosfato, acelerando a remineralização do esmalte.Jaime Cury é um velho defensor do flúor na pasta de dente. Há um ano e meio, desfrutou uma grande vitória, como assessor técnico do Ministério da Saúde: a Portaria número 21, a qual estabelece o padrão de 600 partículas por milhão (ppm) de flúor nas pastas de dente. Contudo, há flúor e flúor. Algumas formas químicas da substância reagem com o chamado abrasivo, o componente não-solúvel do dentifrício, normalmente à base de silício, que serve para retirar mecanicamente a sujeira, ao ser esfregado no dente. 
A reação cria o flúor inativo, um flúor que não serve para nada. “Há dez anos, existiam cinco marcas no mercado brasileiro que anunciavam a presença de flúor”, recorda Cury. “Dessas, porém, apenas uma marca continha flúor ativo. ” A situação melhorou — e muito. No ano passado, entre dezenove marcas analisadas, apenas duas, a Forhan7rsquo;s e a pasta infantil da Mônica, não passaram na prova de fogo.A batalha mais recente envolve os enxaguatórios que prometem dissolver a placa bacteriana. Um cuidadoso exame realizado pela equipe da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, acusou que os detergentes desses produtos podem inibir até 70% do flúor. E, então, volta-se praticamente à estaca zero. Como o xampu e o sabonete, a pasta de dente também possui ácidos graxos na forma de detergente, para amolecer a placa bacteriana e os restos de alimento. 
“Esse detergente não pode fazer espuma, ou a pessoa engasgaria”, esclarece o químico Heytor Panzerri, da USP, em Ribeirão Preto. Há vinte anos, ele busca fórmulas para a fabricação de dentifrícios mais baratos e eficazes. “Mas não importa a composição de uma pasta, quem faz o serviço pesado da limpeza é a escova de dentes”, reconhece o pesquisador. “A função da pasta é apenas auxiliar.” Por isso, costuma ser à base de gel, mistura de glicerina e água, que provoca o deslizamento das cerdas.A função do desodorante é evitar que bactérias, habitantes das axilas, estraguem, o seu esforço matutino para passar o dia inteiro limpo e, quem sabe, cheiroso. O suor aumenta durante o dia, para refrescar o corpo, aquecido pelo calor do sol. Mas esse líquido em si não tem o aroma desagradável graças ao qual leva má fama. 
O mau cheiro é devido à degradação de seus componentes por tais bactérias. “Os desodorantes são combinações de álcool, bactericidas e essências perfumadas”, descreve a cosmetóloga Maria Elisete Ribeiro, da USP. “Ao diminuir a quantidade de bactérias, diminui a degradação e o mau cheiro.” A maioria dos produtos também é antitranspirante, ou seja, ataca o problema por duas frentes.Além de matar os germes, os antitranspirantes reduzem a umidade de que as bactérias sobreviventes tanto gostam. Ao usá-lo, sais de alumínio ou de outros metais tapam literalmente os poros”A área de aplicação é muito pequena e, por isso, não causa problemas no sistema de controle de temperatura do organismo”, esclarece Maria Elisete. Essas moléculas têm um tamanho perfeito: embora sejam grandes demais para serem absorvidas, elas se encaixam na saída do suor. O líquido acaba sendo reabsorvido pelo organismo. Mas, no decorrer do dia esses sais de alumínio vão saindo dos poros, como rolhas de champanhe. Termina o efeito do antitranspirante. Às vezes, resta o perfume. Sua combinação com o suor degradado costuma ser terrível. Afinal, se um cheiro incomoda muita gente, dois podem incomodar muito mais.
http://super.abril.com.br/ciencia/a-quimica-presente-nas-atividades-do-dia-a-dia/

Química, cebolas e lágrimas




A cebola é um alimento bem enraizado na cultura gastronómica portuguesa. É pouco calórica, possui proteínas, vitaminas e outros nutrientes benéficos para o nosso organismo. São conhecidas várias propriedades benéficas para a saúde, nomeadamente o seu poder anti-inflamatório, analgésico (diminui a dor), estimulante da circulação sanguínea, anti-alérgico, anti-cancerígeno, entre outras. Tem é um pequeno problema. A não ser que nunca tenha posto os pés numa cozinha para cozinhar e nunca tenha cortado uma cebola é que nunca lhe aconteceu. Quem já o fez conhece as consequências. Cortar cebolas e não chorar é quase como alguém sair de casa a chover e não se molhar. Por que choramos ao cortar uma cebola? Por que sentimos aquela sensação desagradável dos olhos a picar antes de irmos às lágrimas? Estes fenómenos têm razão de ser, como tudo na vida. A explicação? Está na Química, claro! Mais uma vez a Química desempenha um papel fundamental na explicação daquilo que já foi considerado em tempos um dos grandes enigmas da cozinha (ou do cozinheiro…). Então, comecemos a explicação pelo princípio…
Quando cortamos uma cebola, cortamos as suas células que contêm uma grande quantidade de substâncias no seu interior que são libertadas. Aquelas que são mais voláteis chegam-nos ao nariz, boca e olhos mais rapidamente. Umas têm aroma e sabor adocicado e, portanto, são agradáveis mas outras nem por isso… Quando então as células da cebola são cortadas, substâncias que antes estavam separadas na estrutura celular misturam-se e começam a reagir entre si. Por exemplo, uma substância contendo enxofre, representada na figura 1, sofre decomposição por acção de enzimas dando origem a outra substância representada na figura 2. Este novo composto é relativamente instável dando origem a um gás contendo enxofre (figura 3), responsável pelo aroma característico da cebola. Esta substância, muito volátil, chega rapidamente aos nossos olhos. Quando entra em contacto com a água existente nos olhos, ocorre mais uma reacção química que a transforma, nomeadamente em ácido sulfúrico (figura 4). Este ácido é bastante forte e corrosivo (descanse que se forma em pouca quantidade…), provocando uma irritação das terminações nervosas dos olhos fazendo com que tenhamos aquela sensação de olhos a picar ou a arder. O que fazemos? Por vezes, instintivamente, esfregamos os olhos com as mãos. Esquecemo-nos, no entanto, que elas estão impregnadas com o sumo da cebola… Portanto, é pior a ementa (perdão, a emenda) que o soneto, como se costuma dizer. Mas o corpo humano é uma máquina (quase) perfeita. Se não, vejamos… Assim que os nossos olhos ficam irritados pela acção do ácido sulfúrico,as glândulas lacrimais entram em acção libertando água. E para quê? Para lavar os olhos, diminuindo a concentração do ácido e anulando o efeito irritante… É por isso que choramos. É por uma boa razão. Refira-se, neste contexto, que existem diferentes espécies de cebolas que libertarão maiores ou menores quantidades da substância de enxofre nefasta que nos faz posteriormente chorar. Assim, a irritação que provocam também será necessariamente diferente.
Agora outra questão… Se não temos aptidão para cozinhar, gostamos muitas vezes de andar pela cozinha a destapar os tachos e cheirar o perfume agradável de um bom cozinhado. Quando se trata de um refogado, por exemplo, por que não choramos quando a cebola está cozinhada? A resposta é simples… A enzima que foi referida acima é inactivada pela acção do calor. Assim, deixa de ser capaz de originar a tal substância com enxofre que em contacto com a água produz o ácido que nos irrita os olhos. Assim, podemos deliciarmo-nos (há quem não goste…) com o aroma agradável das substâncias voláteis libertadas por um bom refogado sem ter que nos agarrar a um lenço.


Voltando à cebola nua e crua… Quase toda a gente conhece os truques para evitar o lacrimejar quando as cortamos. Por exemplo, descascar uma cebola debaixo de água corrente ou molhar as mãos e a cebola antes de a cortar vai reduzir o efeito da substância sulfurosa, uma vez que grande parte do gás vai reagir com a água da torneira, das mãos ou da cebola, evitando que chegue aos nossos olhos. Arrefecer a cebola antes de a cortar também ajuda pois as reacções químicas que nos levam até às lágrimas ocorrem mais lentamente. Outra possibilidade é ligarmos o exaustor do fogão mantendo os nossos olhos fora da corrente das substâncias voláteis da cebola. Outros truques menos prosaicos incluem, por exemplo, o respirar fortemente pela boca. Se inspirarmos o ar pelo nariz, puxamos o tal gás nefasto na direcção dos olhos… Ou ainda mergulhar a cebola durante alguns minutos em água quente antes de ser cortada, o que inibe a acção da enzima que temos vindo a falar.
Bom, dentro de algum tempo (10-15 anos) não deverá ser necessário usar qualquer truque. Isto porque há pouco tempo foi noticiado que cientistas neo-zelandeses e japoneses criaram uma cebola que não provoca lágrimas! Como? Por manipulação genética, inibiram o gene responsável pela enzima que produz as reacções químicas referidas neste texto. Os cientistas reconheceram que o sabor das cebolas poderá ser afectado pela alteração da sua composição genética, mas esperam que possa ser melhorado numa fase posterior da investigação… O que esperam, dizem eles, é “ter essencialmente muito dos aromas agradáveis e doces das cebolas, sem o amargo associado ao factor lacrimogéneo”. Será que estaremos, nessa altura, interessados em consumir mais um produto geneticamente modificado? Chorar a descascar uma cebola é assim tão mau? Se o acto de chorar, noutros contextos, permite libertar emoções porventura reprimidas, aqui permite-nos livrar do tal ácido incomodativo…

Por
Paulo Mendes*

* Prof. Dep. Química da ECTUE e Centro de Química de Évora (CQE)

Publicado no Jornal "Diário do Sul" em 17/3/2008
Disponível no Jornal On-Line da Universidade de Évora (UELine)

Faça em casa ou na escola, experiências com materiais alternativos.

À procura da vitamina C 

Experimento adaptado do periódico Química Nova na Escola http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc02/exper1.pdf 

 Objetivo Com este experimento, procura-se desenvolver um procedimento simples para a verificação da presença de vitamina C em sucos de frutas variados. A Química perto de você 

 Material utilizado
 a- 1 comprimido efervescente de 1 g de vitamina C
b- tintura de iodo a 2% (comercial)
c- sucos de frutas variados (por exemplo: limão, laranja, maracujá e caju)
d- 5 pipetas de 10 mL (ou seringas de plástico descartáveis)
e- 1 fonte para aquecer a água (aquecedor elétrico ou secador de cabelo)
f- 6 copos de vidro
 g- 1 colher de chá de farinha de trigo ou amido de milho Sociedade
h- 1 béquer de 500 mL ou frasco semelhante
i- água filtrada
j- 1 conta-gotas
k- 1 garrafa de refrigerante de 1 L
Experimento:
 1. Coloque 200 mL de água filtrada em um béquer de 500 mL. Em seguida, aqueça o líquido até uma temperatura próxima a 50 ºC, cujo acompanhamento poderá ser realizado com um termômetro ou com a imersão de um dos dedos da mão (nessa temperatura é difícil a imersão do dedo por mais de 3 s). Em seguida, coloque uma colher de chá cheia de amido de milho (ou farinha de trigo) na água aquecida, agitando sempre a mistura até atingir a temperatura ambiente.
2. Em uma garrafa de refrigerante de 1 L, contendo aproximadamente 500 mL de água filtrada, dissolva um comprimido efervescente de vitamina C e complete o volume até 1L.
 3. Escolha 6 frutas cujos sucos você queira testar, e obtenha o suco dessas frutas. 4. Deixe à mão a tintura de iodo a 2%, comprada em farmácias.
5. Numere seis copos de vidro, identificando-os com números de 1 a 6. Coloque 20 mL da mistura (amido de milho + água) em cada um desses seis copos de vidro numerados. No copo 1, deixe somente a mistura de amido e água. Ao copo 2, adicione 5 mL da solução de vitamina C; e, a cada um dos copos 3, 4, 5 e 6, adicione 5 mL de um dos sucos a serem testados. Não se esqueça de associar o número do copo ao suco escolhido.
6. A seguir pingue, gota a gota, a solução de iodo no copo 1, agitando constantemente, até que apareça uma coloração azul. Anote o número de gotas adicionado (neste caso, uma gota é geralmente suficiente).
7. Repita o procedimento para o copo 2. Anote o número de gotas necessário para o aparecimento da cor azul. Caso a cor desapareça, continue a adição de gotas da tintura de iodo até que ela persista, e anote o número total de gotas necessário para a coloração azul persistir.
8. Repita o procedimento para os copos que contêm as diferentes amostras de suco, anotando para cada um deles o número de gotas empregado. A partir desse experimento, algumas questões podem ser propostas aos alunos:
 • Em qual dos sucos houve maior consumo de gotas de tintura de iodo? • Através do ensaio com a solução do comprimido efervescente é possível determinar a quantidade de vitamina C nos diferentes sucos de frutas?
• Procure determinar a quantidade de vitamina C em alguns sucos industrializados, comparando-os com o teor informado no rótulo de suas embalagens.
Entendendo o experimento A vitamina C, também conhecida como ácido L-ascórbico (1), foi isolada pela primeira vez sob a forma de um pó cristalino branco, em 1922, pelo pesquisador húngaro Szent-Györgi. Por apresentar comportamento químico fortemente redutor atua, numa função protetora, como antioxidante; na acumulação de ferro na medula óssea, baço e fígado; na produção de colágeno (proteína do tecido conjuntivo); na manutenção da resistência às doenças bacterianas e virais; na formação de ossos e dentes, e na manutenção dos capilares sanguíneos, dentre outras. Ácido L-ascórbico (1)  Segundo a literatura, as principais fontes naturais de ácido ascórbico estão no reino vegetal, representadas por vegetais folhosos (bertalha, brócolis, couve, nabo, folhas de mandioca e inhame), legumes (pimentões amarelos e vermelhos) e frutas (cereja-do-pará, caju, goiaba, manga, laranja, acerola, etc.). Entre esses, quais contêm a maior quantidade de vitamina C? Ao se cozinhar um alimento há perda de vitamina C? Existe diferença entre a quantidade da vitamina quando uma fruta está verde ou madura? Essas e outras perguntas poderão ser facilmente respondidas realizando-se a experiência acima proposta. Este tema poderá também ser objeto de pesquisa a ser realizada pelos alunos e seu levantamento apresentado e discutido em sala de aula ou exposições de ciências. A adição de iodo à solução amilácea (água + farinha de trigo ou amido de milho) provoca uma coloração azul intensa no meio, devido ao fato de o iodo formar um complexo com o amido. Graças a sua bem conhecida propriedade antioxidante, a vitamina C promove a redução do iodo a iodeto (I-), que é incolor quando em solução aquosa e na ausência de metais pesados. Dessa forma, quanto mais ácido ascórbico um alimento contiver, mais rapidamente a coloração azul inicial da mistura amilácea desaparecerá e maior será a quantidade de gotas da solução de iodo necessária para restabelecer a coloração azul. A equação química que descreve o fenômeno é: C6H8O6 + I2  C6H6O6 + 2HI (ácido ascórbico + iodo  ácido deidroascórbico + ácido iodídrico) Resíduos, tratamento e descarte Os resíduos gerados neste experimento podem ser descartados no lixo comum. As garrafas de plástico (PET) devem ser encaminhadas para a reciclagem.
  Referências - Conn, E. E., Stumpft, P.K. Introdução à Bioquímica. Trad. Lélia Mennucci, M. Julia M. Alves, Luiz J. Neto et al. São Paulo: Edgard Blücher, 1975, p.184-185. - Experimento 09. Determinação do teor de vitamina C em comprimidos. Disponível em: http://www.catalao.ufg.br/siscomp/sis_prof/admin/files/silfreitas/data23-04-2009-horas13-50-41.pdf. Acesso em 23/09/10. - Silva, R R, Ferreira, G.A.L., Silva, S L. À Procura da Vitamina C. Química Nova na Escola, n.2, p.1, 1995.

Seria cômico se não fosse tràgico

Poluição atmosferica

Todos estamos preocupados com o futuro do planeta, o mundo está caminha para uma catástrofe total, o aquecimento global e o fator mais preocupante, e ele acontece devido a vários motivos, desmatamentos, poluições de rios e do ar.hoje sabemos q o maior causador do aquecimento global e a poluição atmosférica, tendo isso em vista eu resolvi postar um link de um artigo que fala muito bem sobre este assunto. Então acesse este link e fique mais informado, uma pessoa mais informada pode fazer mais. Link do artigo: http://educacao.globo.com/artigo/poluicao-atmosferica.html

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neste link você irá ver as 100 maiores descobertas da química, este é um documentário do Discovery , ele é um pouco comprido mas vale a pena assistir. https://www.youtube.com/watch?v=Iu6iRAYSJZM